Qual é a primeira coisa que vem à mente quando você pensa na volta às aulas? Talvez seja o cheiro de livros novos, o barulho das folhas de cadernos ainda intactos ou a mistura de empolgação e nervosismo do primeiro dia. Mas para os profissionais de marketing, essa é uma temporada de compras essencial — repleta de oportunidades.
Então, o que desperta o impulso de compra dos consumidores às vésperas da reabertura das escolas e universidades? Quando eles começam a comprar, como decidem o que levar e onde gastam seu dinheiro?
Vamos mergulhar nos principais fatores dessa temporada movimentada — e em como os profissionais de marketing podem criar campanhas que realmente conectam e convertem.
As compras de volta às aulas são muito mais uma missão planejada do que uma corrida de última hora. Pesquisas indicam que quase 60% dos pais começam suas compras até o final de julho, e 36% já iniciam em junho. Esses consumidores mais precavidos buscam evitar o estresse de última hora, distribuir os gastos ao longo do tempo e aproveitar promoções do início da temporada.
A Sensormatic Solutions também aponta que 18% dos consumidores já iniciam suas compras em junho, refletindo uma tendência crescente de antecipação ano após ano.
Marcas que se conectam com esse público proativo desde cedo — oferecendo ofertas pontuais e guias úteis — têm maior chance de capturar a atenção (e o bolso) desses consumidores organizados. Fonte.
Campanhas lançadas antecipadamente, mantidas com consistência e reforçadas com ofertas exclusivas de pré-temporada ou conteúdos úteis têm clara vantagem competitiva. As promoções para os “antecipados” não são apenas bem-vindas — são esperadas.
Embora muitos ainda valorizem a experiência nas lojas físicas, as compras online já dominam a temporada de volta às aulas. Em 2024, cerca de 55% dos consumidores do ensino básico (K-12) preferiram comprar pela internet, com dispositivos móveis representando uma grande parcela das transações. Os consumidores dependem fortemente dos smartphones para pesquisar produtos, comparar preços, ler avaliações e fazer compras rápidas.
Oferecer uma experiência omnicanal fluida é essencial — marcas que combinam sites responsivos voltados para o mobile, promoções com influenciadores e posts compráveis nas redes sociais têm níveis mais altos de engajamento.
Além disso, 41% dos compradores dividem seus orçamentos entre canais online e offline, o que torna crucial a integração entre essas duas frentes. Uma jornada de compra sem atritos — do momento da descoberta até o checkout — garante maior satisfação e melhores taxas de conversão. Fonte.
Você enviaria a mesma lista de materiais para um calouro da faculdade e para uma criança no primeiro ano do ensino fundamental? Claro que não. Os consumidores buscam experiências personalizadas, que conversem diretamente com suas necessidades e fases da vida.
Marcas que investem em segmentação baseada em dados e anúncios dinâmicos adaptados ao comportamento de navegação e às preferências dos usuários acertam em cheio. A personalização transforma mensagens genéricas em conexões significativas.
Papelaria e Materiais Escolares
Os materiais escolares continuam sendo uma despesa essencial, com 96% das famílias com crianças no ensino básico (K-12) planejando comprar itens como cadernos, canetas, pastas e mochilas nesta temporada. Segundo a National Retail Federation (NRF), os gastos totais com materiais escolares devem alcançar US$ 18,2 bilhões em 2024 apenas nessa categoria.
Os preços também estão passando por mudanças: os cadernos ficaram ligeiramente mais baratos devido à redução nos custos do papel, enquanto as mochilas encareceram, graças a designs mais sofisticados e funcionais (Times of India).
Um dado interessante: 83% dos pais afirmam que os filhos influenciam diretamente na escolha dos materiais escolares, o que reforça a tendência crescente de experiências de compra personalizadas (Numerator).
A tecnologia continua liderando as listas de compras de volta às aulas. Para 2024, a Deloitte prevê que as famílias gastarão, em média, US$ 309 por aluno do ensino básico (K-12) com eletrônicos como laptops, tablets e fones de ouvido. Já os estudantes universitários pretendem gastar ainda mais — cerca de US$ 359 por aluno.
No entanto, a própria Deloitte também aponta uma queda de 11% nos gastos com tecnologia em relação ao ano anterior, resultado das pressões inflacionárias e do comportamento mais cauteloso dos consumidores (Reuters).Isso aumenta a exigência por produtos tecnológicos duráveis e de alto valor, que ofereçam o equilíbrio certo entre qualidade e preço acessível.
Montar o guarda-roupa para a volta às aulas continua sendo uma prioridade. 94% dos consumidores devem comprar roupas para o novo ano letivo. Dados da National Retail Federation (NRF) indicam que os gastos com vestuário e acessórios devem chegar a US$ 11 bilhões entre estudantes do ensino básico (K-12), com as famílias destinando cerca de US$ 253 por domicílio.
As tendências de sustentabilidade estão ganhando força: 71% dos pais estão optando por marcas que oferecem roupas ecológicas, como algodão orgânico e materiais reciclados.
Os calçados também são uma parte fundamental das compras, com 94% dos consumidores planejando adquirir novos pares. A NRF estima que as compras de sapatos representarão cerca de US$ 7,6 bilhões dos gastos totais de volta às aulas.
Os pais estão priorizando cada vez mais durabilidade e conforto, especialmente porque muitos estudantes usam tênis todos os dias.
Além disso, um segmento ainda pequeno, mas crescente — cerca de 20% dos consumidores — está considerando opções sustentáveis ou de segunda mão, refletindo a ampliação da consciência ecológica (Pesquisa NRF 2024).
Além do básico, mochilas, lancheiras e garrafas reutilizáveis estão em alta demanda. 58% das famílias planejam adquirir esses itens nesta temporada, com preferência por produtos reutilizáveis e sustentáveis.
A tendência da sustentabilidade vai além: 43% dos consumidores estão abertos a comprar itens escolares usados ou recondicionados, como forma de economizar e reduzir o desperdício (Numerator).
Marcas que se alinham a valores como durabilidade, responsabilidade ecológica e personalização têm maior potencial de conquistar o consumidor consciente de hoje.
Com a inflação e a incerteza econômica no centro das preocupações, os consumidores estão ainda mais cuidadosos com os gastos. Eles buscam valor e transparência — ninguém quer taxas escondidas ou armadilhas promocionais.
Destacar ofertas em pacote, opções de pagamento flexíveis como “compre agora, pague depois” e modelos de preços transparentes ajuda as marcas a construírem confiança e impulsionarem conversões.
Tecnologia é apenas um luxo? Não mais. Laptops, tablets, acessórios inteligentes — esses itens deixaram de ser “desejáveis” para se tornarem essenciais nos ambientes híbridos de aprendizagem atuais.
Posicionar a tecnologia como companheira acadêmica indispensável, e não apenas como mais um gadget, torna o marketing muito mais relevante.
Conteúdos que educam o consumidor sobre como aumentar a eficiência nos estudos e a produtividade com tecnologia geram forte conexão.
A volta às aulas é carregada de emoções — cheia de empolgação, nostalgia e uma pitada de ansiedade. Conectar-se com esses sentimentos pode gerar vínculos duradouros.
O storytelling é uma ferramenta poderosa. Narrativas sobre o primeiro dia de um estudante na faculdade ou o orgulho de um pai diante das conquistas do filho humanizam a marca e criam um engajamento mais profundo.
A volta às aulas não se rese a encher carrinhos — trata-se de novos começos, ambições e sonhos. Ao fazer as perguntas certas e sintonizar com o estado emocional do consumidor, os profissionais de marketing podem transformar essa temporada em um motor de crescimento.
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